Galerinha, faz tempo que fizemos esta reportagem para a Gazeta do Povo, mas vou dividir aqui:
http://www.gazetadopovo.com.br/verao/lazereaventura/conteudo.phtml?id=970992
Nas praias do Paraná e da vizinha Santa Catarina, voar de parapente ou pular de paraquedas são as modalidades aéreas ao alcance de quem nunca pensou em tirar o pé do chão.
Existem dois picos de voo de parapente na orla paranaense. Para subir o Morro do Boi, em Caiobá, a trilha é pesada, mas vale o esforço se a compensação for sobrevoar o canto mais bonito de Matinhos e pousar na Praia Brava. É mais fácil chegar ao topo do Morro do Sabão, na Ilha do Mel. O visual por lá impressiona. Nos dois casos, o morro serve de obstáculo, provocando uma lufada de vento que será a rota do parapente – chamada de voo de encosta. “Esse tipo é indicado para pilotos iniciantes, por ser seguro e sem turbulência”, diz o instrutor Márcio Lichtnow.
Pousar na praia é simples para quem pratica parapente, mas, ao saltar de paraquedas, a descida margeada pelas ondas só é indicada aos mais experientes. Saltadores de primeira viagem precisam de uma área de aterrissagem maior – e ela está em Paranaguá, o destino certo para quem quer sentir a vertigem da queda livre no Litoral paranaense.
Assim como no parapente, é possível percorrer os três mil metros de altitude sem preparo prévio, contratando um instrutor de salto duplo. A aventura só exige coragem e 15 minutos de conversa com o profissional. É o instrutor quem controla sozinho a decolagem, a queda livre, o pouso e até o paraquedas reserva, por garantia.
Sem medo de altura
Mas se faltar coragem, ajuda saber que mesmo o medo de altura não impede ninguém de ver o mundo de cima. Pode parecer um contrassenso, mas não é. Kauan Lichtnow, vice-presidente da Federação de Voo Livre do Paraná, não esconde o receio de chegar na beirada de um prédio e olhar para baixo. “Eu tenho medo de altura, mas gosto de voar com o equipamento, sabendo o que eu estou fazendo”, diz. Volta e meia, o instrutor Fabio Daguila Pelayo, presidente da Federação Paranaense de Paraquedismo, ouve o mesmo de outros paraquedistas. E há até os que confessam não encarar um voo de avião sem a companhia de um paraquedas: preferem saltar a cumprir o trajeto na máquina. Parte do medo é saudável, demonstra zelo pela sobrevivência diante do perigo, explica a psicóloga Neuza Corassa, diretora do Centro de Psicologia Especializado em Medos (CPEM). O resto é comportamental, típico de quem gosta de controlar tudo.
Quem tem fobia de altura, a ponto de ficar paralisado, dificilmente vai superar o problema sem tratamento. Mas em casos menos graves, se o temor não diminui a vontade, a psicóloga recomenda três atitudes: “Dedicar-se a alguma atividade física por três semanas (para diminuir a ansiedade). Conhecer o local da atividade e conversar com os envolvidos. E, por fim, dar passos curtos, começando com desafios menores, até sentir segurança”.
Parapente
Para largar o parapente ao sabor do vento, é preciso que as correntes de ar soprem de frente para o morro, a uma velocidade entre 14 e 30 km/h. No Litoral, as condições costumam ficar favoráveis a partir do meio-dia até a noite. O voo duplo não exige prática, apenas um bom instrutor. Tênis ou bota ajudam a chegar à rampa no alto do morro, de onde é feita a decolagem. Já a postos, é só correr para a frente até que o parapente levante voo e permanecer de pé ao pousar.
O voo duplo de 30 minutos em Caiobá custa por volta de R$ 150. Verifique se o equipamento foi revisado e se o instrutor é habilitado para voar com passageiro pela Associação Brasileira de Parapente.
Serviço: Escola de Vôo Livre Vento Norte, fones (41) 3042-2204 e (41) 9918-2070. Agende com dois dias de antecedência.
É isto aí galerinha, no decorrer do tempo vou colocando as outras matérias que a Vento Norte participou.
http://www.gazetadopovo.com.br/verao/lazereaventura/conteudo.phtml?id=970992
O céu ao alcance das mãos
Não é só de mar e areia que se faz uma temporada na praia. Voar também pode render momentos de contemplação e de adrenalina a mil. Saiba onde ir e o que fazer para entrar nessa aventura.
Existem dois picos de voo de parapente na orla paranaense. Para subir o Morro do Boi, em Caiobá, a trilha é pesada, mas vale o esforço se a compensação for sobrevoar o canto mais bonito de Matinhos e pousar na Praia Brava. É mais fácil chegar ao topo do Morro do Sabão, na Ilha do Mel. O visual por lá impressiona. Nos dois casos, o morro serve de obstáculo, provocando uma lufada de vento que será a rota do parapente – chamada de voo de encosta. “Esse tipo é indicado para pilotos iniciantes, por ser seguro e sem turbulência”, diz o instrutor Márcio Lichtnow.
Pousar na praia é simples para quem pratica parapente, mas, ao saltar de paraquedas, a descida margeada pelas ondas só é indicada aos mais experientes. Saltadores de primeira viagem precisam de uma área de aterrissagem maior – e ela está em Paranaguá, o destino certo para quem quer sentir a vertigem da queda livre no Litoral paranaense.
Assim como no parapente, é possível percorrer os três mil metros de altitude sem preparo prévio, contratando um instrutor de salto duplo. A aventura só exige coragem e 15 minutos de conversa com o profissional. É o instrutor quem controla sozinho a decolagem, a queda livre, o pouso e até o paraquedas reserva, por garantia.
Sem medo de altura
Mas se faltar coragem, ajuda saber que mesmo o medo de altura não impede ninguém de ver o mundo de cima. Pode parecer um contrassenso, mas não é. Kauan Lichtnow, vice-presidente da Federação de Voo Livre do Paraná, não esconde o receio de chegar na beirada de um prédio e olhar para baixo. “Eu tenho medo de altura, mas gosto de voar com o equipamento, sabendo o que eu estou fazendo”, diz. Volta e meia, o instrutor Fabio Daguila Pelayo, presidente da Federação Paranaense de Paraquedismo, ouve o mesmo de outros paraquedistas. E há até os que confessam não encarar um voo de avião sem a companhia de um paraquedas: preferem saltar a cumprir o trajeto na máquina. Parte do medo é saudável, demonstra zelo pela sobrevivência diante do perigo, explica a psicóloga Neuza Corassa, diretora do Centro de Psicologia Especializado em Medos (CPEM). O resto é comportamental, típico de quem gosta de controlar tudo.
Quem tem fobia de altura, a ponto de ficar paralisado, dificilmente vai superar o problema sem tratamento. Mas em casos menos graves, se o temor não diminui a vontade, a psicóloga recomenda três atitudes: “Dedicar-se a alguma atividade física por três semanas (para diminuir a ansiedade). Conhecer o local da atividade e conversar com os envolvidos. E, por fim, dar passos curtos, começando com desafios menores, até sentir segurança”.
Parapente
Para largar o parapente ao sabor do vento, é preciso que as correntes de ar soprem de frente para o morro, a uma velocidade entre 14 e 30 km/h. No Litoral, as condições costumam ficar favoráveis a partir do meio-dia até a noite. O voo duplo não exige prática, apenas um bom instrutor. Tênis ou bota ajudam a chegar à rampa no alto do morro, de onde é feita a decolagem. Já a postos, é só correr para a frente até que o parapente levante voo e permanecer de pé ao pousar.
O voo duplo de 30 minutos em Caiobá custa por volta de R$ 150. Verifique se o equipamento foi revisado e se o instrutor é habilitado para voar com passageiro pela Associação Brasileira de Parapente.
Serviço: Escola de Vôo Livre Vento Norte, fones (41) 3042-2204 e (41) 9918-2070. Agende com dois dias de antecedência.
É isto aí galerinha, no decorrer do tempo vou colocando as outras matérias que a Vento Norte participou.
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